Para uns, o ocidente está tentando derrubar um governo democraticamente eleito num país do oriente médio, para outros, mais um povo árabe está clamando por liberdade e entre esses dois grupos existem uma série de outros com suas próprias versões do conflito. Muita desinformação e opiniões fundadas em emoções e achismos são passadas em diversas redes sociais, blogs e páginas de ideologias, por isso eu vou (tentar) explicar o conflito aqui.
Um pouco da história do país:
A Síria foi um dos berços mais antigos da civilização no mundo. A cidade escavada de Ebla, descoberta em 1975, foi fundada provavelmente em 3000 ac e com seu crescimento, fez parte de um grande império semita que existiu na região entre 2500 e 2400 ac. Presentes de faraós encontrados na cidade mostram que havia contato com o império egípcio. A região foi conquistada em 2260 ac pelos amorreus, depois hititas, cananeus, arameus, foi dividida por vários povos até que foi completamente conquistada pelos persas, depois pelos macedônios em 83 ac caiu sob domínio armênio e finalmente em 64 ac se tornou uma província romana.
Em 640 dc a região foi anexada ao império islâmico, Damasco chegou a ser a capital do mesmo e houve um período de prosperidade, com uma boa tolerância aos cristãos inclusive. Depois seguiram uma série de revoltas por causa de totalitarismo e corrupção de uma era e finalmente um novo governo islâmico se estabeleceu, com capital em Bagdá.Depois disso a Síria enfrentou os cruzados, os mongóis, por um exército mameluco, mongóis de novo até que em 1516 foi anexada ao império Otomano.
Com o fim da 1ª guerra mundial a Síria foi passada para a França e Grã-Bretanha. Em 1946 ela conseguiu sua independência, de lá até cá, meteu-se em uma série de guerras com Israel e tentou diversas vezes se fundir com outras nações árabes.
O que importa:
Em 58 ela se uniu ao Egito formando a República Árabe Unida, só para em 61 se separar por meio de um levante militar. Em 63 o poder foi tomado pelo partido Ba'ath, que implantou uma série de reformas e passou a denominar a Síria de República Popular da Síria. Em 71 Hafez al-Assad, gozando se posição importante no Ba'ath dá um golpe dentro do partido e assume o poder do país, no qual fica até 2000, quando morre. Quem assume então é seu filho Bashar al-Assad, eleito em um referendo. Ele era o único candidato.
Outro ponto importante à se notar é que em 1980, Hafez al-Assad assinou um tradado de cooperação com a URSS, sendo nomeado representante de assuntos soviéticos na região e recebendo armamento moderno da potência comunista.
Agora sim, como tudo começou:
Com a mudança de governo, foi esperado algumas reformas democráticas, mas elas não aconteceram. Ele manteve um discurso reformistas, para agradar os EUA e as potências europeias, mas na prática nada cedeu à oposição. Em 2007 foi reeleito, mas novamente foi o único candidato...
Com o início da "primavera árabe", 14 adolescentes foram presos e supostamente torturados, na cidade de Daraa, ao sul da Síria, por escreverem em um muro um slogam em apoio às revoltas do Egito e da Tunísia. Nessa cidade então ocorreu a primeira manifestação pedindo não a queda do ditador, mas sim reformas democráticas.
Porém, como a resposta do governo foi dura (forças de segurança abrindo fogo contra manifestantes) as manifestações passaram a exigir a deposição de al-Assad. Houve algumas concessões deste, como promessa do fim do estado de emergência (que dura já durou 48 anos!) e eleições multipartidárias. Mas isso não adiantou, as manifestações continuaram, a repressão aumentou e enfim estourou a guerra civil.
E agora?
Da "primavera árabe" o conflito na Síria é o que tem mais se estendido. A cada dia que passa a tendência é que a guerra civil se torne mais brutal, que cada vez mais inocentes sofram as consequências dos embates e que a quantidade de atrocidades cresçam de ambos os lados. Esse tipo de conflito é "pessoal" demais, existe um grande número de combatentes não profissionais, não há uma centralização de comando nem mesmo do lado de al-Assad (as milícias leais à ele combatem como bem entendem). A selvageria dos combates e as perdas estão tornando cada vez mais ambos os lados intolerantes e perversos. Isso já aconteceu em outras revoluções e não vai deixar de acontecer nessa.
A liga árabe, que manteve-se neutra de início, já se posicionou contra al-Assad. Ela já impôs sanções ao país por ter impedido a entrada de seus observadores e agora mantém um contingente por lá. Ela também suspendeu a Síria, até que a violência diminua e a situação se estabilize.
Quanto ao resto da comunidade internacional existe um grande impasse: EUA e as potências europeias apoiam o fim do regime, Russia e China apoiam a continuidade de al-Assad. Como esses últimos países são membros permanentes do conselho de segurança da ONU e tem direito à veto, todas as tentativas de sanções internacionais foram vetadas.
Interesses? Tirando o lado humanístico, que por moda muitos negam que existe, mas existe (sim, a maior parte da população do EUA, informada sobre a questão, quer que acabe logo o conflito e o sofrimento do povo Sírio, a maior parte dos europeus também, dos russos e chineses também), a maior parte do mundo quer logo que a situação do país se estabilize o quanto antes, afinal temos aqui um produtor de petróleo, uma guerra civil leva a destruição de poços, oleodutos, redução na produção e exportação, aumento de preço... não, isso não afeta só os "grandes produtores e industriais", afeta o caminhoneiro, a motorista de van escolar, o taxista, o verdureiro, o preço da passagem de ônibus...
EUA, Israel e UE vêem com certa esperança a queda do regime de al-Assad, que era um apoio forte do Irã. China e Russia no entanto lutam para manter sua zona de influência. A China ainda é uma das principais fornecedoras de armas no conflito.
Alguns mitos:
Aqui vão alguns mitos ditos em redes sociais e páginas partidárias:
Bashar al-Assad foi eleito democraticamente, a maioria aprovou sua candidatura, seu governo é legítimo?
De fato, na reeleição de 2007 ele obteve 97% de aprovação. No entanto, não havia outro candidato, sequer outro partido concorrendo. Nos governos militares daqui, haviam pelo menos candidatos de dois partidos concorrendo. Se isso é legítimo é legitimidade pela coação e força.
Historicamente a maioria da população de qualquer país nunca é a favor de mudanças bruscas, como são as revoluções. Essa massa não age assim por tomar posição ao lado do regime vigente e sim por não gostar de ter seu modo de vida remexido, por ter que correr os riscos que uma guerra civil implica. A maioria da população não vai assumir, ou lutar, por nenhum dos lados da guerra civil, nem contra uma intervenção estrangeira, nem contra zumbis, alienígenas e o que mais for.
Agora a parcela "politicamente ativa" da população, bem, essa é grande o suficiente para que os combates entre as forças de segurança somadas as milicias pró-Assad e os rebeldes sejam tão equilibrados a ponto da guerra se arrastar por mais de um ano, sem nenhum dos dois lados dar sinais que está cedendo.
Isso mostra que os rebeldes não são uma minoria querendo tomar o poder, são fortes o suficiente para enfrentar o estado e todo seu aparato e se manterem de pé por mais de ano.
De fato, não se pode associar al-Assad com a maioria síria, que é sunita, enquanto seu regime favorecia a minoria alauita.
Os rebeldes são desorganizados e se não houver intervenção eles vão ser massacrados:
Existem grupos rebeldes organizados, tanto na política, que são os partidos clandestinos "conselho nacional sírio" de orientação religiosa e apoiado pela irmandade muçulmana e o "comitê de coordenação nacional", que são opositores de al-Assad que temem a orientação religiosa do CNS.
Militarmente existe o exército livre da síria, que é quem coordena os ataques contra as forças de segurança.
Evidentemente não se pode esperar a organização de um exército nacional, mas vale notar que mesmo as forças de segurança agem sem muita coesão. O treinamento das forças do estado não é muito melhor do que os dos rebeldes e ambos os lados tem sérios problemas logísticos, agravados cada vez mais pela deteoriração do país.
Culpa do imperialismo do EUA?
Imperialismo? Sim, apesar de não gostar dessa palavra, que parece ter significado mutável de acordo com ideologias... do EUA? Não... É incrível, mas tem site de partidos que passam notícias sobre o conflito tão distorcidas, mas tão distorcidas a ponto de chamar o baa'th de partido de direita e dizer que o regime do mesmo é pró-israel disfarçado!
Todas essas ditaduras que estão caindo na primavera árabe foram colocadas por uma das duas grandes potências da guerra fria, EUA e URSS. A da Síria foi colocada e apoiada pelo lado vermelho. Ou seja, nesse caso, imperialismo soviético.
Intervenção internacional só piorariam as coisas?
Depende. Se a intenção é diminuir o nível de violência e salvaguardar a parcela da população que, até pode ser favorável ideologicamente à uma das partes do conflito, mas que não pegou e nem pegará em armas e não se importa mais com o rumo político de seu país do que com o conforto e segurança de suas famílias, a adição de uma força organizada, composta por bem treinados soldados profissionais pode sim ser interessante. Essa força não estaria psicologicamente desgastada com o conflito e demoraria mais para sofrer tal desgaste. Ela responderia à comunidade internacional e portanto estaria sob uma fiscalização mais rígida e clara. Seus soldados, por não estarem ideologicamente e emocionalmente enjangados em nenhuma dos lados e isso evitaria, por exemplo, que crianças fossem fuziladas por pertencerem à família de "al-fulano", partidário de "al-ciclano". Além disso essas forças levariam equipes médicas e humanitárias e suprimentos onde hoje nem se sonha levar.
No entanto uma intervenção estrangeira pode acabar com o clima de mudança no país. A "revolução" poderia acabar perdendo a identidade. Isso pode parecer mesquinho, mas não é: se o povo sírio derruba al-Assad numa guerra civil sanguinolenta, mesmo que o governo que venha depois seja uma ditadura esta será menos repressora que o governo anterior. A população também saberá que pode ditar seu rumo, se não gostar de como está sendo governadas. É um derramamento de sangue que poderá evitar muitos outros no futuro. Existe ainda a questão de como a intervenção poderá vir ser interpretada, há um bom risco dela ser vista como invasão e isso fomentar ainda mais o terrorismo.
***
A primavera árabe e por conseqüência a revolução na Síria são o fim de um dos resquícios da guerra fria, quando as duas grandes potências brigavam para colocar governos fantoches na região, de modo a terem trampolins para tomar zonas petrolíferas em caso de um conflito mundial. Com a queda da União Soviética, tais governos deixaram de ser interessantes e de receber ajuda, isso somado à um maior acesso à informação por parte dos povos da região causaram a instabilidade que estamos assistindo. A esperança é que apesar de todo o sangue derramado a humanidade é que vença e que tempos melhores venham para a região.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Pernas cibernéticas e trajes mecanizados.
Já faz algum tempo e eu postei uma notícia no site do grupo PET Mecatrônica/BSI do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, Campus Juiz de Fora, sobre as "Hercule", pernas mecatrônicas que o ministério da Defesa Francês está adotando para as suas forças. Elas, que são silenciosas e fáceis de usar, tem autonomia de cerca de 20km, alcançando velocidade de 4km/h e suportando 100kg de carga. Entre suas aplicações estariam missões de infiltração e uso por parte do pessoal de armamentos pesados. Apesar de não parecer grande coisa (a velocidade não é alta, elas não oferecem proteção adicional ao seu usuário, provavelmente limitam os movimentos do mesmo) as Rb3d Hercule dão os primeiros passos rumo à adoção de trajes mecanizados.
A história dos trajes mecanizados começa em 1890, com um inventor russo chamado Nicholas Yagin, que fez um sistema, usando gás comprimido para "armazenar energia" e aprimorar a força de movimentos humanos. Em 1917 um inventor norte-americano chamado Leslie C. Kelley inventou uma máquina à vapor chamada de pedomotor e que acompanhava os movimentos de seu usuário. Em 1959, Robert A. Heinlein difunde a ideia do uso de exoesqueletos em seu romance "Tropas Estelares", ele foi o primeiro autor de ficção científica a usar tal conceito em uma de suas obras. No ano seguinte surge o Hardiman, o primeiro "exoesqueleto" em sí. Desenvolvido em conjunto pelos militares norte-americanos e a General Eletric, o traje podia fazer um ser humano levantar 110kg como se fossem meros 4,5kg e usava sistemas hidráulicos e elétricos. O Hardiman porém era muito limitado, ele era pesado, sua velocidade muito baixa e ele era muito complexo, testes com o exoesqueleto inteiro resultavam em perda do controle e movimentos violentos, o projeto teve que ser abandonado.
Rb3d Hercule
A história dos trajes mecanizados começa em 1890, com um inventor russo chamado Nicholas Yagin, que fez um sistema, usando gás comprimido para "armazenar energia" e aprimorar a força de movimentos humanos. Em 1917 um inventor norte-americano chamado Leslie C. Kelley inventou uma máquina à vapor chamada de pedomotor e que acompanhava os movimentos de seu usuário. Em 1959, Robert A. Heinlein difunde a ideia do uso de exoesqueletos em seu romance "Tropas Estelares", ele foi o primeiro autor de ficção científica a usar tal conceito em uma de suas obras. No ano seguinte surge o Hardiman, o primeiro "exoesqueleto" em sí. Desenvolvido em conjunto pelos militares norte-americanos e a General Eletric, o traje podia fazer um ser humano levantar 110kg como se fossem meros 4,5kg e usava sistemas hidráulicos e elétricos. O Hardiman porém era muito limitado, ele era pesado, sua velocidade muito baixa e ele era muito complexo, testes com o exoesqueleto inteiro resultavam em perda do controle e movimentos violentos, o projeto teve que ser abandonado.
Hardiman
O interesse pelo desenvolvimento de trajes mecanizados porém nunca diminuiu. A promessa de uma vestimenta que aumente a força e a velocidade de um soldado e ainda proporcione proteção extra à ele é tentadora demais para ser largada ao esquecimento. O argumento foi explorado amplamente na ficção, como nas séries warhammer 40k e com o personagem homem de ferro. Hoje existem pelo menos 8 modelos de "exoesqueletos" (contando com as pernas hercule, que fazem parte do projeto hercule para um exoesqueleto completo). A maior parte da pesquisa no ramo é norte americana e os japoneses são entram em segundo lugar na tecnologia.
XOS, um exoesqueleto norte-americano
Eu pretendo produzir, aqui no blog, um dossiê sobre essa tecnologia, suas aplicações civis e militares (principalmente militares), seus desafios, o que temos, o que teremos e como ela poderá afetar a guerra futura. Não estranhem demoras nas postagens, ou postagens pequenas e fora do tema, porque pretendo produzir o material aos poucos, com calma, para que fique algo bem feito. No mais isso é tudo.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A volta dos que não foram
Estou voltando com as atividades em meus blogs. Infelizmente estou um pouco frio com relação ao assunto deste e vai demorar mais um pouquinho para eu postar qualquer coisa aqui.
Vou no entanto fazer uma propaganda (mesmo sem ter atestado a qualidade do produto): Recentemente eu vi na Saraiva (junto com meu amigo panzertruppe, que veio dos confins de Minas para prestar vestibular de meio de ano para o IF sudeste) o livro "Blindados no Haiti, uma experiência real", do Expedito Bastos, coordenador do UFJF Defesa. Eu ainda não li o livro, mas a competência do autor para esse assunto já é mais que comprovada e por isso fica aqui a recomendação. Eu mesmo vou arrumar um jeito de adquirir um exemplar o quanto antes.
Vou no entanto fazer uma propaganda (mesmo sem ter atestado a qualidade do produto): Recentemente eu vi na Saraiva (junto com meu amigo panzertruppe, que veio dos confins de Minas para prestar vestibular de meio de ano para o IF sudeste) o livro "Blindados no Haiti, uma experiência real", do Expedito Bastos, coordenador do UFJF Defesa. Eu ainda não li o livro, mas a competência do autor para esse assunto já é mais que comprovada e por isso fica aqui a recomendação. Eu mesmo vou arrumar um jeito de adquirir um exemplar o quanto antes.
No momento isso é tudo. Até mais ver.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Algumas siglas navais
O HMS Ark Royal participou da perseguição ao Bismarck, o naufrágio RMS Titanic foi um dos mais famosos da história naval, o USS Enterprise foi um ativo porta-aviões norte americano da segunda guerra mundial. Essas e outras siglas que acompanham o nome de alguns navios quase sempre causam curiosidade. Aqui vai uma matéria sobre o significado delas.
Designações Nacionais:
Algumas nações, como o Reino Unido, Estados Unidos, Argentina e Portugal utilizam uma determinada sigla antes do nome de seus navios militares.
O Reino Unido usa o HMS que significa "Her (ou His) Majesty's Ship " que significa (Navio, de sua majestade). De modo similar, os submarinos usam a sigla HM Submarine.
Já a sigla RMS significa Royal Mail Ship (Navio do Correio Real) que eram navios civis, contratados pela Royal Mail para levarem correio para o além mar.
A sigla HMS também é usada pela marinha Sueca e significa Hans or Hennes Majestäts Skepp, tendo a mesma tradução da sigla inglesa.
A maioria dos ex-países membros do império britânico usam siglas parecidas, como o Canadá, que usa a sigla HMCS (Her Majesty's Canadian Ship). A Australia usava a sigla CNS (Commonwealth Nation Ship) e atualmente usa HMAS (Her Majesty's Australian Ship).
Os Estados Unidos usam a sigla USS que significa United States Ship (Navio dos estados unidos). Navios civis postos sob comando da marinha norte-americana recebem a denominação USNS (United States Naval Ship).
Designações Nacionais:
Algumas nações, como o Reino Unido, Estados Unidos, Argentina e Portugal utilizam uma determinada sigla antes do nome de seus navios militares.
O Reino Unido usa o HMS que significa "Her (ou His) Majesty's Ship " que significa (Navio, de sua majestade). De modo similar, os submarinos usam a sigla HM Submarine.
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| HMS Repulse |
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| RMS Titanic |
A sigla HMS também é usada pela marinha Sueca e significa Hans or Hennes Majestäts Skepp, tendo a mesma tradução da sigla inglesa.
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| HMS Nyköping |
A maioria dos ex-países membros do império britânico usam siglas parecidas, como o Canadá, que usa a sigla HMCS (Her Majesty's Canadian Ship). A Australia usava a sigla CNS (Commonwealth Nation Ship) e atualmente usa HMAS (Her Majesty's Australian Ship).
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| HMCS Toronto |
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| USS Enterprise |
A Argentina usa "ARA" que é Armada de la república de Argentina (Ou Armada da república da Argentina). Portugal usa NRP (Navio da república Portuguesa) em navios de combate e UAM (Unidade auxiliar da marinha) em navios não combatentes da marinha.
Uma boa lista sobre siglas navais você encontra aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ship_prefix
Uma boa lista sobre siglas navais você encontra aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ship_prefix
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Mudanças de rumo
Semana passada foi o aniversário de 3 anos do fórum guerras. Apesar de pouca atividade o fórum ainda não está morto e há projetos para revive-lo.
Primeiramente vamos mudar o fórum de lugar, seu novo endereço será http://forumguerras.forumeiros.com , pois tal servidor tem mais recursos.
Vamos reavivar a comunidade guerras do orkut, aumentar a participação da comunidade "Guerra do Vietnam" e criar outras duas, focadas uma em tecnologia militar e a outra em ciência militar.
Há um projeto para criar uma wiki guerras. O Blog guerras vocês já conhecem e o grupo guerras do msn é mgroup51045@hotmail.com.
Será um trabalho árduo e lento, mas com certeza dará bons frutos
Primeiramente vamos mudar o fórum de lugar, seu novo endereço será http://forumguerras.forumeiros.com , pois tal servidor tem mais recursos.
Vamos reavivar a comunidade guerras do orkut, aumentar a participação da comunidade "Guerra do Vietnam" e criar outras duas, focadas uma em tecnologia militar e a outra em ciência militar.
Há um projeto para criar uma wiki guerras. O Blog guerras vocês já conhecem e o grupo guerras do msn é mgroup51045@hotmail.com.
Será um trabalho árduo e lento, mas com certeza dará bons frutos
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sobre o desarmamento
A mensagem do vídeo cai como uma luva para nós:
Populações reativas são as mais igualitárias. Não deixem que passem por cima de sua vontade nem que lhe retirem injustamente seu direito.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Canhão, Obuseiro e Morteiro.
Canhão, obuseiro e morteiro são três denominações de tipos de peças de artilharia que muitas vezes são confundidas como uma só, não apenas pelos leigos, mas também por quem tem algum entendimento do assunto, graças à diferenças que países tem de denominar os elementos de sua artilharia. O objetivo aqui é diferenciar esses tipos além de fornecer algumas curiosidades sobre essas poderosas armas.
Classificação quanto ao tipo:
Canhão:
Basicamente, canhões são peças de artilharia que disparam projéteis de alta velocidade em trajetória tensa. (algo próximo de uma linha reta). O artilheiro do canhão vê o inimigo e dispara contra ele. O melhor exemplo que de canhão são os canhões anti-tanque:
Obuseiro:
O obuseiro dispara sua granada, (chamada de obus) em baixa velocidade e trajetória parabólica de forma a passar obstáculos e atingir tropas inimigas em geral fora do campo visual do artilheiro. São desse tipo as peças que equipam a maior parte da artilharia pelo mundo.
Morteiro:
Em geral, com morteiros é que ocorre os principais erros de identificação. Muitos morteiros são confundidos com obuseiros, na verdade é comum que hajam peças que desempenhe ambas funções, (em alguns países e em algumas épocas elas até receberam a denominação de morteiros-obuseiros). Segundo que muitos acham que "morteiro" é uma peça típica de infantaria e se restringe aquele pequeno "canhão" carregado pela boca.
Morteiro é qualquer "canhão" que atire em trajetórias parabólicas com inclinação superior à 45º. Apenas isso, morteiro não é necessariamente um "canhão carregado pela boca" (embora seja a denominação em alguns países), não é necessariamente uma arma de infantaria. É um canhão que atira em ângulo superior a 45º deixando o projétil cair abruptamente e ultrapassando a defesa.
Basicamente essa é a diferença entre Canhão, obuseiro e morteiro. No fórum guerras há diversos tópicos sobre essas armas, bem como avanços, como o NLOSs. Visitem o fórum guerras: http://guerras.forumup.com/
Classificação quanto ao tipo:
Canhão:
Basicamente, canhões são peças de artilharia que disparam projéteis de alta velocidade em trajetória tensa. (algo próximo de uma linha reta). O artilheiro do canhão vê o inimigo e dispara contra ele. O melhor exemplo que de canhão são os canhões anti-tanque:
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| Pak 38 |
Obuseiro:
O obuseiro dispara sua granada, (chamada de obus) em baixa velocidade e trajetória parabólica de forma a passar obstáculos e atingir tropas inimigas em geral fora do campo visual do artilheiro. São desse tipo as peças que equipam a maior parte da artilharia pelo mundo.
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| PzH 2000 |
Em geral, com morteiros é que ocorre os principais erros de identificação. Muitos morteiros são confundidos com obuseiros, na verdade é comum que hajam peças que desempenhe ambas funções, (em alguns países e em algumas épocas elas até receberam a denominação de morteiros-obuseiros). Segundo que muitos acham que "morteiro" é uma peça típica de infantaria e se restringe aquele pequeno "canhão" carregado pela boca.
Morteiro é qualquer "canhão" que atire em trajetórias parabólicas com inclinação superior à 45º. Apenas isso, morteiro não é necessariamente um "canhão carregado pela boca" (embora seja a denominação em alguns países), não é necessariamente uma arma de infantaria. É um canhão que atira em ângulo superior a 45º deixando o projétil cair abruptamente e ultrapassando a defesa.
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| Karl-Gerät |
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