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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Liberdade

"A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos." Tomas Jefferson.

Vou dar uma pausa nas publicações sobre trajes mecanizados para falar de algo importante. Hoje, 07 de setembro de 2012, comemoramos o 190º aniversário de  independência do Brasil. Apesar de divergências sobre a data e considerações sobre a validade e os resultados do nosso processo de emancipação, é hoje que comemoramos nossa liberdade como nação, seja ela plena, ou não.

Não pretendo abordar aqui o evento histórico da independência, as batalhas que foram travadas ou como uma força nacional foi levantada e organizada para defender a nova pátria que surgia. O objetivo dessa postagem é fazer uma homenagem e também trazer uma reflexão.

Independência?

Não é incomum vermos a "validade" de nossa independência ser questionada. É claro que ninguém, ou melhor, quase ninguém discorda que hoje não estamos mais subordinados à Portugal e que não devemos mais satisfação à seus governantes. Mas o fato de nossa "guerra da independência" ter sido curta, a participação de elementos nacionais ter sido limitada, a relativa aceitação de Portugal com relação à nossa emancipação, o fato de termos pagado uma indenização à metrópole, a manutenção no sistema político, social e econômico e de sempre estarmos sujeitos às grandes potências do globo podem dar a entender que a independência do Brasil não passou de uma mera alegoria.

Independência!

Se a guerra foi curta, ela foi o suficiente para produzir heróis, em especial uma heroína, épica, Maria Quitéria, moça simples, que se vestiu de homem e se alistou em uma unidade voluntária e lutou bravamente pela independência nacional! Independente dos resultados houveram outros brasileiros que, como ela, tomaram parte na luta e acreditaram em uma nação livre e soberana! E por eles essa data deve ser lembrada.

Se houve relativa aceitação da metrópole e tivemos que pagar uma indenização, não podemos nos esquecer das outras lutas que não tiveram tanto sucesso e que foram duramente reprimidas. Ainda que não visasse toda a colônia brasileira, a inconfidência mineira foi uma luta legítima pela emancipação e por ela e todas as outras revoltas, o sete de setembro deve ser comemorado.

Se o sistema politico, social e econômico não mudou com a independência, ele mudou depois. E por isso, se ele ainda não está satisfatório e justo, poderá ser no futuro. E se ainda hoje estamos sujeitos à comunidade internacional (e excluindo discursos pseudo-intelectuais, xenofóbicos e extremistas), temos hoje importância inquestionável no cenário mundial. E o melhor de tudo? Só depende da gente para melhorar ainda mais nossa situação, seja interna ou externa. E é por esse compromisso que festejamos o dia da independência.

E a manutenção dela:

E se houveram sacrifícios no passado, isso não nos faz isentos de um esforço para manter e melhorar nosso nível de independência. Não é necessário militar em um grupo politico, não é necessário (pode ser que um dia seja) tomar atitudes extremas. Basta simples vigilância, sobre próprias atitudes (estou agindo de forma correta? Apesar de eu achar isso correto, não estou ferindo nenhuma lei e beneficiando algum criminoso? Estou sendo omisso com relação aos problemas sociais que me cercam? Estou cumprindo meus deveres antes de cobrar meus direitos?) E sobre a atitude daqueles que nos governam (nem preciso descrever). Basta o voto consciente, basta o trabalho voluntário, para ajudar a quem precisa ao invés de esperar tudo do governo. Basta aprender a pensar e ensinar isso aos outros, em vez de se acomodar na prepotência de taxar tudo e todos de alienados.

Nosso país não é uma merda, apesar dos atrasos tem crescido e não só isso, tem dado cada vez mais mostras de dignidade e justiça. O mal do Brasil não é o brasileiro, eu, e provavelmente você somos brasileiros. O mal que afeta nossa pátria é o mesmo mal que afeta o mundo, a ignorância e o orgulho dela, mas isso pode ser mudado, com disciplina, dedicação e determinação. E para todo aquele que fez e está disposto a fazer sua parte para um país maior e melhor o sete de setembro serve de homenagem.

Parabéns e feliz dia pátria.

Parada aqui em JF. Não, não fui eu quem tirou a foto.







quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Trocando Gato por lebre

O Brasil se prepara, para em 2012, dar um importante passo no seu programa espacial, enviar um foguete com um satélite a partir de seu próprio solo. Sabemos que não é um grande salto, uma vez que o foguete é ucraniano e já é considerado obsoleto, mas ainda é um passo que precisa ser dado.
Se já não bastasse as verbas impróprias para um programa espacial de uma nação que almeja ser uma potência global, a "pieguisse" de terceiros está colocando em risco a expansão de nossa base de Alcântara. , estou falando da questão dos quilombolas.
Quando a base foi construída, várias famílias quilombolas tiveram que ser deslocadas de suas terras para agrovilas, de qualidade de vida inferior. Para expandir a base seria necessário remover tais quilombolas novamente. Infelizmente nisso entram muitas opiniões simplistas e ordinárias.
De um lado tempos os "defensores dos direitos humanos", ongs e associações que consideram inadmissíveis movimenta-los mais ou vez, ou realoca-los de uma vez por toda bem longe da base, acham que isso é desumano e arbitrário! Aliás, para eles, quem deveria sumir dali é a base. De outro temos os "cavalos doidos" da pátria e do progresso. Para eles, a base tem é que jogar um foguete em cima dos vizinhos, que são uma cambada de vagabundos, que não trabalham e ainda ficam se deixando influenciar por "ongs" que são fachadas para interesses das potências imperialistas que não querem ver nosso desenvolvimento.
Mas o problema não é algo que possa ser resolvido de forma tão simples. É um erro, antropólogos e sociólogos demarcarem terra para etnias como se estas fossem compostas de animais selvagem que tenham a necessidade de um habitat fixo. Líderes locais, muitas vezes com anseios egoístas de se manterem no poder de suas comunidades, inflamam discursos vazios e falaciosos contra algo que poderia servir de benefício para todos nós. É muita cretinice achar que o melhor a fazer é deixar essa famílias onde estão e vivendo a vida que vivem, achar que isso é humano então é alienação das bravas.
Com o pleno desenvolvimento da base e com os devidos incentivos e verbas para o nosso programa espacial Alcântara terá tudo para se tornar mais um pólo tecnológico, com isso virão as necessidades e os benefícios próprios delas. Necessidade de mão de obra especializada, criação de cursos técnicos e faculdades, melhorias na infra-estrutura da região são só alguns dos exemplos.
Os moradores locais poderiam usufruir muito bem desses benefícios. Se não, há outras opções como move-los para uma área bem longe da base, mas dar a eles condições bem melhores do que as que dispõem hoje. A base também poderia dedicar uma pequena parte de seus recursos, por no máximo 5 anos, para enriquecer a infra-estrutura do novo lar de seus antigos vizinhos.
Seja qual for a decisão, que ela seja feita pensando no futuro, decisões com resultados a longo prazo são sofridas para as gerações presentes, mas são as que dão melhores frutos, não se pode tentar decidir algo importante para todo o país, limitando o olhar apenas para um local, dignidade não é sobreviver em um pequeno pedaço de terra herdado de seus ancestrais, dignidade é viver sendo consciente da caixa de surpresas que é o universo e tendo condições de explora-la.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Inversão de valores 1

Em um hipotético cruzamento em "T" um motoboy que está na parte sul do T precisa entrar à esquerda. Porém, nesse determinado cruzamento ele só pode entrar à direita, andar uns 100m para ai sim, pegar um balão e entrar no sentido desejado. Como esse motoboy tem diversas entregas para fazer, ele não pode perder esse tempo e entra direto na esquerda. Porém ao fazer isso, colide com a lateral de um carro cujo o motorista tinha a intenção de ir a um clube.
Para muitos o errado seria o motorista do carro, afinal o motoboy estava no "trampo", estava atolado de entregas e o motorista, classe média-alta, estava indo à um divertimento. Pensamento correto não? Ainda mais se nesse suposto "T" oferecese ao motorista uma visão adiantada do motoboy e de suas intenções. Poxa, o motorista estava indo para a diversão! O Motoboy estava trabalhando, ele bem que podia ter esperado o motoboy ter passado!
Porém de correto, o pensamento acima não tem nada. O motoboy quebrou uma regra, uma lei e ponto. O unico motivo que ele teria para fazer isso seria em uma emergência e ainda sim usando uma sinalização de alerta (buzina, pisca-alerta).
O fato de muitos darem razão ao motoboy é a mostra de uma inversão de valores. Para muitos um reles motivo está acima da lei e da ordem. É a pieguisse de fazer do criminoso vítima e da vítima criminoso. É com igual pensamento que um policial é vaiado a prender um vendedor de CDs piratas, afinal o "vendedor" estava apenas tentando ganhar seu "pão" e podia estar "roubando", que um pichador se acha no direito de mandar a policia procurar um "criminoso de verdade", que quando o estado usa de violência para combater o crime, surgem protestos, organizações pedindo para pensar no "duro" passado que foi a vida dos bandidos. Bandidos se tornam heróis, terroristas são condecorados e os verdadeiros heróis, relegados ao esquecimento, discriminados e condenados.
Muitos proclamam essa inversão de valores como "uma nova forma de pensar", uma "lógica evoluida". Na verdade esse pensamento é resultado de um cultura corrompida e acomodada. Criminoso é criminoso, não é uma vítima, não é um cidadão, não deve estar sujeito a comoção alheia.
Essa inversão não se aplica à sociedade civil não! No ambito "pátria" ele também é fatal! Ela gera um forte vertente antipatriótica, faz com que o povo passe somente a ver defeitos do passado de sua história e esqueça de seus heróis!
Pouco se pode fazer quando essa inversão se instala e cresce a niveis extraordinarios. Porém o bom cidadão não pode se render ao comodismo e deve, a medida do possivel passar adiante uma forte educação de valores, no intuito de conter essa inversão.
E você? Aderiu a essa inversão, ou permanesce firme em sua posição?